Contenção de alagamentos é discutida em reunião técnica do Complexo Ponte Grande


Um estudo hidrodinâmico que irá analisar todas as bacias hidrográficas que cortam o rio Ponte Grande foi encomendado ao Centro de Ciências Agroveterinárias  (CAV/Udesc).

Por ALINE TIVES da ASCOM PML,
em Lages/SC 

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML
     
Garantir a celeridade e otimização na gestão dos recursos é uma preocupação da administração municipal, que mensalmente convoca todos os envolvidos nas obras do Complexo Ponte Grande para uma espécie de prestação de contas, em uma reunião de ponto controle. O encontro desta terça-feira (23 de abril) foi presidido pelo vice-prefeito Juliano Polese, e estavam presentes os secretários municipais do Planejamento e Obras, João Alberto Duarte e de Águas e Saneamento (Semasa), Jurandi Agostini, e ainda supervisores técnicos da Caixa Econômica Federal (CEF) e representantes das empresas STC Engenharia, a gerenciadora L’Art Arquitetura e Engenharia Ltda. e a RT Sondagem.

A obra física do Complexo Ponte Grande avançou 34%, segundo os supervisores da Caixa. Com um orçamento de R$ 57 milhões, recursos do governo federal e contrapartida da prefeitura, já foram gastos aproximadamente R$ 36 milhões para viabilizar a obra como um todo, tanto na parte física e estrutural, quanto na parte social, indenizações e realocação das famílias. Do montante gasto, cerca de 50% foram contrapartida da prefeitura, que já despendeu cerca de R$ 18 milhões para a obra.

Estudo visa conter alagamentos

Outra grande preocupação é conter ou minimizar os alagamentos que possam ocorrer ao longo da avenida. Com este objetivo foi encomendado ao Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), um estudo hidrodinâmico que vai analisar todas as bacias hidrográficas que cortam o rio Ponte Grande. O estudo já iniciou através do professor do curso de Engenharia Ambiental, Silvio Luís Rafaeli Neto, especialista no assunto. Para este trabalho, a prefeitura está contando com o apoio da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que destinou R$ 1 milhão para que o estudo de prevenção e contenção de cheias dos rios Carahá e Ponte Grande fossem viabilizados.

A previsão é de que, futuramente, com as novas edificações, principalmente na região do bairro Guarujá, o solo seja cada vez mais impermeabilizado, contribuindo para que o fluxo das águas da chuva sobre a superfície ganhe cada vez mais velocidade, trazendo maiores problemas com relação aos alagamentos. O acúmulo de lixo e sujeira contribui para o agravamento desta situação, pois o rio Ponte Grande tem dificuldade de escoamento em dias de cheias.

Outra solução que está sendo estudada é a implantação de túneis liners em pontos estratégicos, com a intenção de reter o excesso de águas pluviais e evitar novos pontos de enxurradas e alagamentos. “Nosso objetivo com esse estudo hidrodinâmico é diminuir a construção dos túneis e encontrar outras soluções para o problema”, reitera o engenheiro civil daL’Art, Ivonir Martinelli.
Na primeira quinzena de maio a equipe técnica deverá voltar a se reunir. No dia anterior à reunião de ponto controle será realizada uma vistoria ao longo de toda a avenida.




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