Cesar Battisti é preso na Bolívia após quase um mês foragido


Prisão do italiano ocorreu em Santa Cruz de La Sierra por policiais bolivianos.

Por LD,
em Lages/SC

📷 Cesare Battisti é preso na Bolívia. (Foto: Polizia di
Stato / Divulgação)
O italiano Cesare Battisti foi preso na tarde de ontem, sábado (12), em Santa Cruz de La Sierra, no interior da Bolívia. Ele estava foragido desde o dia 14 de dezembro do ano passado, quando o, então presidente, Michel Temer (MDB) assinou a sua extradição para a Itália onde responde por quatro assassinatos nos anos 1970.


Segundo informações do jornal Corriere della Sera, Battisti estava com uma barba falsa e portava um documento brasileiro com o seu nome. Ele ainda usava um par de óculos para se disfarçar e não resistiu à prisão realizada por agentes da polícia local. De acordo com investigadores, houve troca de informações da inteligência das polícias italiana e brasileira com a polícia boliviana. 

A prisão de Battisti foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, no dia 13 de dezembro do ano passado. Ele foi condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos nos 1970. Ele nega o envolvimento com os homicídios e se diz vítima de perseguição política.

Não está descartada que o Battisti volte ainda neste domingo ou no máximo nesta segunda-feira (14) para a Itália, mas ainda não está claro se ele irá direto ou irá passar no Brasil.

História

Battisti assim que foi condenado na Itália fugiu do país, e viveu na França até chegar ao Brasil em 2004. Ele foi preso no Rio de Janeiro em março de 2007 e, dois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio.

Em 2007, a Itália pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao Presidente da República, que na época, era Luís Inácio Lula da Silva (PT) que negou a extradição.

No passado, o governo italiano pediu ao presidente Michel Temer que o Brasil revisasse a decisão sobre Battisti, e no mês passado a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo que desse prioridade ao julgamento que poderia resultar na extradição, o que de fato ocorreu no último dia 14 de dezembro, quando Temer, assinou a extradição de Battisti, momento esse que o considerou foragido.







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