“Estamos à disposição para resolver os problemas que o loteamento provocou”, dizem responsáveis

Porém, para eles, houve um conjunto de fatores que contribuiu para que as casas fossem atingidas pela água, entre elas, o alto volume de chuva e o fato de algumas casas estarem abaixo do nível da rua.

em Lages/SC

📷 Da esq. p/ dir., David De Medeiros; o gerente comercial Orlando Darli, e o diretor do loteamento, Haroldo Fernandes. (Foto: Maurício Santos / Lages Diário)

No último sábado (15), a forte chuva que caiu sobre Lages, na Serra Catarinense, algo em torno de 38mm segundo dados da Defesa Civil do município, provocou diversos alagamentos em vários pontos da cidade, inclusive em ruas do bairro Guarujá, na zona Norte. Insatisfeitos, moradores da rua Emílio Brum procuraram nossa reportagem para reclamar da situação, que segundo eles, teria começado após o início das obras de um loteamento que fica às margens da avenida das Torres, no mesmo bairro.


Preocupados com a situação e buscando uma solução, os responsáveis pelo loteamento Cristo Rei, o diretor Haroldo Fernandes Junior e o gerente comercial, Orlando Dalri vieram de Tubarão e Florianópolis, respectivamente para falar pessoalmente com o Lages Diário para esclarecer a situação e explicar o que ocorreu de fato. Falaram que estão à disposição naquilo que for de responsabilidade do loteamento, mas destacaram que o que ocorreu especificamente no último sábado foi um conjunto de fatores, entre eles, o alto volume de chuva em um curto período de tempo e também a situação das casas atingidas estarem abaixo do nível da rua, o que ocorreu após a pavimentação da mesma.

Segundo Orlando, o terreno onde está o empreendimento está do mesmo jeito desde quando iniciaram as obras há cerca de seis meses, e neste período, foi trabalhado cerca de 40% dos dias úteis e nunca havia dado problema. “O problema [alagamento] foi em função da grande quantidade de chuva juntando com a tubulação que existe que está entupida há muito tempo, mesmo após a rua [Emílio Brum] ter sido asfaltada”, explica Orlando.

Outra situação que os responsáveis pelo loteamento explicaram foi a situação de as ruas das casas atingidas, como a Emílio Brum e a Vera Cruz terem sido asfaltadas recentemente pela Prefeitura de Lages, pois antes disso, as casas estavam no mesmo nível da rua, mas que posteriormente com a conclusão das obras de pavimentação, muitas delas ficaram abaixo do nível da via, que combinado com o alto volume de chuva em poucos minutos, e sendo a rua Emílio Brum uma descida, foi determinante para que a água invadisse as residências, algumas delas mostradas na reportagem de sábado. “A água que desceu ali, com o meu loteamento ou sem o meu loteamento iria acontecer [a água invadir as residências]”, pontua Orlando que completa “não desce apenas água do loteamento, desce água de todos os lugares” e que “não provocamos aquela situação, a gente é responsável em parte por aquilo, só que é inevitável, pois não consigo terminar o loteamento sem abrir as ruas, sem fazer a rede de drenagem”, esclarece.

O gerente informou que foram tomadas algumas providências dentro do possível já desde ontem, domingo (16). “Abrimos algumas valas para diminuir a velocidade da água, fizemos contenções e acreditamos que isso resolva em parte o problema”.

Tanto o gerente Orlando Dalri quanto o diretor Haroldo Fernandes foram enfáticos em pontuar que estão à disposição dos moradores para resolver problemas relacionados ao que o loteamento Cristo Rei provocou “vamos conversar, resolve-se conversando, e queremos que a comunidade nos ajude a detectar o problema”, destacam os responsáveis pelo loteamento que pontuaram que estão dispostos a procurar também a prefeitura para conversar a respeito do assunto e ajudar a dar uma solução para o caso. “Se tivermos que fazer a rede de drenagem dali [do loteamento] até lá embaixo [próximo a avenida 31 de março] uns 300 metros, se a prefeitura nos obrigar a fazer isso, disser que o que tá acontecendo é por causa do loteamento, não tem problema nenhum em fazer”, explica Orlando.

O diretor do loteamento, Haroldo Fernandes, destacou que o que ocorreu de fato foi um conjunto de fatores. “Tu vai mexer em rua, óbvio que vai levantar areia, só que a rua [dentro do loteamento] já existia há pelo menos um ano [antes do início das obras], a questão é que antes não tinha ninguém em cima mexendo, agora têm, e a forma como algumas casas já contam com algum tipo de contenção, azulejo em determinada altura da parede, isso quer dizer que eles [moradores] já estão se prevenindo para uma água que já esteve ali e foi antes de estarmos mexendo no loteamento.. Mas estamos aqui para tentar ajudar a resolver. Quem tem uma casa “enterrada” [abaixo do nível da rua] sempre vai tá correndo risco, por mais que sejam feitas melhorias”, pontua Haroldo.

Por fim, os responsáveis se colocaram a disposição também a quem interessar em saber mais sobre as licenças ambientais, projetos, laudos, todos os documentos autorizando as obras do loteamento. Para maiores informações sobre o loteamento acesse o site www.loteamentocristorei.com.br.




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