Semifinal da Liga Catarinense não termina devido a confusão em Piratuba


Lages Futsal e a equipe da casa disputavam o jogo de volta da semifinal da copa da Liga Catarinense, quando em um lance de jogo, Macalé, do Lages Futsal foi expulso, iniciando uma confusão generalizada com atletas e com invasão de torcedores na quadra.

Por LD,
em Lages/SC

📷 Quadra do Piratuba, onde dá para ver que não há grades que separem a torcida da quadra, o que explica a invasão da torcida durante confusão entre atletas do Piratuba e do Lages Futsal. (Foto: Divulgação)

O jogo que definiria quem iria para a final da Copa da Liga Catarinense de Futsal terminou, ou melhor, não terminou e está até o momento indefinida, envolvendo as equipes do Lages Futsal e do Piratuba. Tudo por conta da confusão ocorrida na metade do segundo tempo da partida e que acabou pelos atletas do Lages Futsal não voltando para a quadra por falta de segurança no ginásio de Piratuba.

Segundo nota oficial do Lages Futsal, o jogo vinha de forma tranquila, a equipe de Lages que havia vencido a primeira partida em Lages precisava de um empate para se classificar. Até o primeiro tempo, o Lages Futsal estava ganhando por 3 a 2, mas na segunda etapa sofreu a virada para 6 a 3 o que estava forçando a partida ir para a prorrogação. Em um lance de jogo, o atleta do Lages Futsal, Macalé, foi expulso, onde começou “uma grande confusão com os jogadores, a torcida adversária invadiu a quadra para agredir jogadores, não havia policiamento no local”, relata parte da nota da equipe lageana.

Devido à falta de segurança os atletas e comissão técnica do Lages Futsal foram para o vestiário onde aguardaram o restabelecimento da segurança no local, porém, sem êxito. “Por questões de segurança e manter a integridade física, decididos não voltar à quadra e aguardar desdobramentos da Liga Catarinense”, conclui a nota.  

Faltou seguranças

O regulamento da Liga Catarinense de Futsal não é claro no que se refere ao resultado final. Mas ele é claro no que dispõe sobre a segurança, sendo que é necessário na fase de playoffs, ou seja, no mata-mata como era o referido jogo, no mínimo quatro seguranças de responsabilidade da equipe mandante, mas haviam apenas dois. No momento da confusão, os dois não deram conta e foi acionada a PM, porém, a mesma relatou falta de efetivo e que não foi solicitado a sua presença de forma antecipada para ficar na quadra durante a partida.  

E agora, o que acontece com o jogo?

O artigo 26 do regulamento geral da Liga, informa que se a interrupção não exceder os 30 minutos, a partida pode ser realizada no mesmo local e dando prosseguimento a partir do minuto que foi interrompido e com o mesmo placar. Caso excedesse os 30 minutos, a partida poderia ser realizada no mesmo local ou em outro, no mesmo dia ou no dia seguinte, da mesma forma a partir do minuto que foi interrompido e com o placar do referido momento.

Não fica claro, porém o que o regulamento diz sobre confusões e brigas, incluindo até mesmo invasão da quadra, onde se comprometia até a segurança de atletas e comissão técnica como foi o caso. O artigo 26.3, informa que se “caso haja motivo de força maior, fica a critério do Delegado/Árbitros/Representantes tomar medidas extraordinárias que visem a segurança da partida, bem como do público presente”. Por isso, até o momento não se sabe sobre a situação da partida, se ela terá prosseguimento ou se haverá punição para alguma ou ambas as equipes.



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