Curso de jornalismo da Uniplac lança documentário “Todos por Elas”

Documentário entrevistou pesquisadores sobre o emponderamento feminino e militantes do movimento das mulheres, atletas das Leoas da Serra, e vítimas de violência sexual e assédio.

Por LD,
em Lages/SC

📷 Maurício Santos / Lages Diário

Na noite desta segunda-feira, 26, acadêmicos da Uniplac, alunos do Cedup, membros da Secretaria Municipal de Direitos da Mulher e também a Polícia Militar estiveram no auditório do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) para acompanhar o lançamento do documentário “Todos por Elas”, um trabalho realizado por acadêmicos da 6ª fase do curso de jornalismo da Uniplac em parceria com alunos do curso de análises químicas do Cedup Renato Ramos da Silva.


O documentário mostra as conquistas através do emponderamento feminino ao longo dos anos, com a evolução dos direitos das mulheres como o direito ao voto e outras questões políticas e sociais, mas também aborda os desafios, que ainda são muitos, para acabar com a desigualdade entre homens e mulheres, dar maior voz às mulheres principalmente contra casos de assédio e violência.

📷 Documentário "Todos por Elas" foi lançado nesta segunda-feira, dia 26. (Foto: Maurício Santos / Lages Diário)

Na produção, mulheres vítimas de violência e também vítimas dos mais variados preconceitos foram entrevistas e deram depoimentos marcantes como a melhor jogadora de futsal do mundo, a Amandinha, atleta das Leoas da Serra, que relatou sobre o desafio de jogar futsal, um esporte que é predominante dominado por homens.

📷 Secretária de Política para Mulher e Assuntos
Comunitários, Marli Nacif. (Foto: Maurício Santos /
Lages Diário)
Dados da Secretaria de Políticas para a Mulher e Assuntos Comunitários são divulgados

Antes da exibição do documentário, a secretária de Política para a Mulher e Assuntos Comunitários, Marli Nacif apresentou dados sobre os casos atendidos pela secretaria - a primeira do gênero em Santa Catarina - no momento, casos de mulheres vítimas de violência doméstica que sofrem ameaças e também detalhou o trabalho da sua pasta. Segundo Nacif, cerca de 98% dos agressores são dependentes de álcool ou de drogas ilícitas, sendo que em muitos casos, as vítimas acabam se submetendo a violência por causa das ameaças psicológicas, verbais e patrimoniais por parte dos agressores.

Rede Catarina é mais uma arma no combate à violência contra a mulher

Programa desenvolvido pela Polícia Militar de Santa Catarina, a Rede Catarina é responsável por visitar vítimas de violência doméstica e também realizar visitas contra agressores. Em Lages, segundo o tenente-coronel do 6º BPM, Alfredo Nogueira, neste ano foram mais de 1.200 ocorrências do gênero. O trabalho da Rede Catarina parte do momento que a polícia recebe do judiciário os dados das vítimas através das medidas protetivas na qual são realizadas visitas às vítimas e aos agressores. Outra ação é trabalhar a prevenção com visitas às escolas e conversando desde cedo com as crianças e os jovens, mostrando que a violência é um caminho que não deve se seguir.




Nenhum comentário