PSB oficializa apoio a Fernando Haddad, mas libera diretórios de SP e DF


A decisão foi divulgada na sede do partido, em Brasília, após reunião da Executiva Nacional.

Por LAURIBERTO BRASIL do PODER360,
em Brasília/DF

📷 Executiva Nacional do PSB se reúne em Brasília para definir posição nas eleições. (Foto: Lauriberto Brasil / Poder360)

O PSB anunciou, nesta 3ª feira (9.out.2018) apoio ao candidato a presidente Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PSL) no 2º turno das eleições presidenciais. No entanto, os diretórios de São Paulo e Distrito Federal estão liberados para deliberarem internamente em seu estados.

A decisão foi divulgada na sede do partido, em Brasília, após reunião da Executiva Nacional. Alguns do nomes que participaram foram o presidente da sigla Carlos Siqueira, o governador e candidato à reeleição Rodrigo Rollemberg (DF), o governador reeleito Paulo Câmara (PE) e o deputado federal eleito João Campos (PE), filho de Eduardo Campos.

O PSB disputa o 2º turno em São Paulo, com Márcio França, no Distrito Federal, com Rodrigo Rollemberg, no Amapá, com Capi, e em Sergipe, com Valadares Filho.

França não participou da reunião. O candidato João Doria (PSDB), que concorre com o socialista, declarou apoio a Bolsonaro.

“Nesses estados [SP e DF], estamos dando as condições de conduzir as suas campanhas com maior liberdade, levando em consideração as aliancas que foram formadas e que precisam ser formadas para a vitória no 2º  turno”, disse o presidente nacional do PSB Carlos Siqueira.

Perguntado sobre qual decisão Rollemberg e França decidiriam, Siqueira respondeu que eles fariam o melhor para seus estados.

“Estamos dando a liberdade aos nossos companheiros Márcio França e Rollemberg, confiamos que eles vão conduzir como deve ser conduzido. O tempo dirá o que eles vão fazer e certamente será o melhor para São Paulo e Distrito Federal”, disse.

O dirigente do PSB afirmou que no Amapá e em Sergipe, os candidatos já apoiam Fernando Haddad. Siqueira não comentou sobre Sergipe.

Sobre a sua decisão nas eleições presidenciais, Rollemberg disse que não vai se “posicionar contra ninguém, mas a favor de teses.”

O concorrente do pessebista no 2º turno do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou voto em Bolsonaro.

O diretório regional do Psol, que nacionalmente se aliou a Fernando Haddad, declarou que apoiaria Rollemberg, mas somente se ele se posicionasse contra Bolsonaro.

Sobre isso, o pessebista disse: “Temos uma postura muito coerente ao longo de nossa trajetória, defendo os direitos sociais, de fortalecimento da democracia, e eu tenho certeza que esse são princípios que o Psol também apoia”.

1º turno

No 1º turno das eleições, o PT fez uma negociação com o PSB para que os pessebistas não aderissem à coligação do candidato a presidente Ciro Gomes (PDT).

Pelo acerto entre as duas siglas, a candidata ao governo Marília Arraes (PT-PE) foi retirada da disputa para o PT apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB-PE), cuja candidata a vice é a presidente do PC do B, Luciana Santos.

Além disso, em Minas Gerais, o PSB retirou a candidatura de Marcio Lacerda e determinou o apoio peessebista à reeleição de Fernando Pimentel (PT). Lacerda resistiu à orientação e manteve a candidatura, iniciando uma disputa jurídica com o PSB Nacional. No entanto, depois acabou se retirando da disputa e anunciou sua desfiliação do PSB.

O PSB no dia 5 de agosto não embarcou na coligação de Ciro e votou pela neutralidade nas eleições presidenciais. Os filiados foram liberados para apoiar qualquer candidato, com exceção de Jair Bolsonaro (PSL).




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