Constituinte de Haddad e reação a Bolsonaro esquentam debate da Record

Presidenciáveis participaram do penúltimo debate antes das Eleições, na sede da RecordTV em São Paulo. Jair Bolsonaro (PSL) por recomendação médica não compareceu.

Por EXAME com ESTADÃO CONTEÚDO,
em São Paulo/SP

📷 Reuters

O debate presidencial da TV Record, realizado na noite deste domingo (30), esquentou com os questionamentos sobre o compromisso democrático dos candidatos à frente nas pesquisas.

Jair Bolsonaro (PSL), que segue na liderança da corrida, declarou na sexta-feira (28) que não reconheceria resultado que não fosse sua eleição; hoje, ele disse que não teria “nada para fazer” em caso de derrota.

O candidato sofreu uma facada em Juiz de Fora no último dia 06 e teve alta do hospital ontem, mas sua ausência dos embates diretos com adversários já está sendo questionada.

Ciro disse que participou de um debate mesmo passando por tratamento médico e usando sonda, em referência ao embate do SBT, na semana passada.

Marina Silva disse que Bolsonaro “fala muito grosso, mas tem momentos em que ele amarela” e classificou o pré-questionamento do resultado como, além de uma afronta à Constituição, “palavras de quem já está com medo da derrota”.

Ciro disse que a declaração foi assustadora e Henrique Meirelles (MDB) apontou que “nenhum país democrático tem um Bolsonaro como presidente”.

Constituinte de Haddad

Ciro Gomes atacou Fernando Haddad (PT) pela proposta de convocar uma Constituinte caso eleito, como definido em seu plano de governo.
Durante ato de campanha em Goiânia, o candidato petista confirmou que colocará a proposta em andamento, mas disse que o texto sofreu alterações, que não foram detalhadas.

No debate, Haddad argumentou que a ideia é “criar condições” para a Constituinte, e Ciro disparou: “Você não acredita em nenhuma palavra que você disse agora. Não existe poder constituinte no Presidente da República”.

Segundo Ciro, as reformas precisam ser feitas seguindo os ritos no Congresso. O pedetista afirmou ainda que as palavras ditas por Haddad “foram postas” na boca dele porque ele estaria encarregado de “vingar” o partido na campanha.

Ciro chegou a comparar a proposta do petista com a do vice de Jair Bolsonaro (PSL), General Mourão, que defendeu uma nova Constituição, mas sem Constituinte – ela seria elaborada por um grupo de “notáveis” e depois levada a um plebiscito.

Haddad negou semelhança com o modelo defendido por Mourão. “Para mim, a liberdade e a democracia vêm sempre em primeiro lugar”, disse Haddad.

Eleição de extremos

Alvaro Dias (Podemos) e Geraldo Alckmin (PSDB) fizeram uma dobradinha contra os “radicais” e a polarização entre Bolsonaro e Haddad no primeiro turno da eleição. Marina disse que “o PT e Bolsonaro são cabos eleitoreiros um do outro”.





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