Serra Catarinense mobilizada para reconhecer produtos com indicação geográfica

A ação é conjunta envolvendo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e o Sebrae/SC.

Do CATARINAS COMUNICAÇÃO,
em Lages/SC

Numa ação conjunta entre a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/SC), a Serra Catarinense inicia um trabalho para o reconhecimento de produtos agropecuários emblemáticos a partir da indicações geográficas. Nesta quinta (5) e sexta-feira (6) ocorrem debates para tratar da maçã fuji,  vinhos de altitude e mel de melato da bracatinga.

Em Lages, o encontro ocorre na Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), a partir das 9h desta quinta, para tratar da indicação geográfica do mel de melato. Na sexta, às 8h30min, a discussão será sobre a maçã fuji no auditório da Agência Desenvolvimento Regional (ADR), em São Joaquim.

A ideia é reunir produtores e representantes das instituições, associações, cooperativas, empresas, e profissionais dos setores da apicultura e da pomicultura de Santa Catarina para abordar temas sobre as perspectivas para valorização dos produtos da região, o projeto de indicação geográfica e a notoriedade para a região. Além das áreas geográficas de produção, os padrões de qualidade que definem a origem e a indicação como promotora do desenvolvimento regional.

Para o coordenador regional do Sebrae, Altenir Agostini, essa mobilização será importante para o desenvolvimento de toda a região. “Esse trabalho garantirá a Santa Catarina e à Serra Catarinense identidade mundialmente reconhecida pela exclusividade da produção da maçã fuji, dos vinhos de altitude e do mel de melato da bracatinga com qualidades únicas e singulares conferidas ao longo dos anos pelo ambiente e a ação do homem”.

Esses produtos ganharam notoriedade e são reconhecidos pelos mercados nacionais e internacionais permitindo este processo de registro das indicações geográficas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A expectativa é beneficiar mais de 4, mil produtores de maçã na região de São Joaquim e em torno de 3 mil apicultores catarinenses.

No dia 10, o workshop ocorre em São Joaquim para tratar dos vinhos finos de altitude. Esses encontros contam com o apoio da Secretaria de Agricultura do Estado de Santa Catarina, Federação dos Apicultores de Santa Catarina ( Faasc), Universidade Federal e Instituto Federal de Santa Catarina, Associação dos Municípios (Amures) e prefeituras municipais da região para a organização e mobilização do público.

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