Secretaria de Meio Ambiente promove ações para conscientização e reaproveitamento do lixo orgânico


“Se trata de algo simples e barato para fazer com que o lixo orgânico não chegue mais ao aterro sanitário” – Germano Gütter – professor universitário.

Do ASCOM PML,
em Lages/SC

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML

Diariamente milhares de toneladas de lixo são recolhidas nas residências, escolas, empresas e outras estruturas da sociedade. Grande parte do material produzido não é separado, e garrafas de plástico, vidro, papel e lixo orgânico acabam tendo a mesma destinação e se acumulando nos aterros sanitários. Um grande problema e um desafio ainda maior para os gestores das administrações públicas, tanto das pequenas, quanto das grandes cidades.

Em Lages, no Mês do Ambiente, uma ação inovadora da Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, busca a sensibilização e a conscientização sobre a necessidade da destinação dos resíduos orgânicos. Na tarde de sábado (16 de Junho), a equipe do Centro Ambiental, em conjunto com o Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/ UDESC) e voluntários da AMBEV, realizaram uma ação no condomínio Serra Catarinense, no bairro Vila Nova.

Uma tenda, logo na entrada do condomínio que possui mais de 430 moradores, foi montada para facilitar a abordagem, explanação e orientações sobre a destinação e compostagem do lixo orgânico, cuidados com animais domésticos e coleta de óleo. “A orientação promove a reflexão, e assim que chegamos, vários moradores, entre eles, muitas crianças, já demonstraram interesse e disposição para adotar e transformar algumas práticas”, destaca a diretora do Meio Ambiente, Silvia Oliveira.

Uma dessas práticas é o método de compostagem do programa Lixo Orgânico Zero, criado em 2003 e que desde 2012 desenvolve um sistema de mini-compostagem ecológica, que permite um sistema completo. O engenheiro agrônomo e professor do CAV, Germano Güttler, doutorando em Ciências do Solo, explica que o método consiste em transformar a matéria orgânica (cascas de frutas, restos de alimentos, etc..,), juntamente com algum tipo de material de difícil decomposição (grama, folha seca, etc..,) diretamente no solo, que produzirá humus e gás carbônico (CO2). “Se trata de algo simples e barato para fazer com que o lixo orgânico não chegue mais ao aterro sanitário” afirma Güttler.

Ivanise Simon, técnica em enfermagem é moradora do condomínio desde 2006, e há mais de 20 anos pratica a separação do lixo. Nos últimos meses ela adotou a prática da compostagem em pequenos espaços na área do condomínio e o resultado a surpreendeu. “A decomposição é rápida e o mesmo local já poderá se tornar uma horta pois a terra fica preparada para receber as mudas”, avalia.

Uma equipe de funcionários da AMBEV acompanhou a visita e as orientações repassadas aos moradores. A experiência motivou Karen Tuani Lourenço, que reside no condomínio Moradas Lages, no bairro Guarujá. “Achei muito interessante e vou propor que o método seja adotado no condomínio que possui mais de 600 moradores”.

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