Lages focada na redução da mortalidade infantil


Desde 2006, a região que chegou a ter 27 óbitos por mil nascimentos, vem conseguindo reduzir os índices e no ano passado chegou a 11 por mil, embora a média dos últimos anos ainda seja em torno de 15 mortes por mil nascimentos.

Por ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML

Reduzir a mortalidade infantil, fetal e materna na Serra Catarinense é um dos grandes desafios da saúde pública. Apesar de ainda apresentar um dos maiores índices de óbitos no Estado, nos últimos anos, a região está conseguindo reduzir as estatísticas através do trabalho da Rede Cegonha Serra Catarinense. O projeto que iniciou em 2014, atua em todos os 18 municípios da região, com apoio da Câmara Técnica Rede Cegonha Serra Catarinense, através da padronização do atendimento e com um protocolo regional, único no Estado.  

Uma das estratégias da Rede Cegonha para estimular o vínculo e a assistência integral às mães, desde o planejamento reprodutivo, gestação até o pós-parto, é a capacitação dos profissionais que atuam na rede de Atenção Básica. Para isso, a equipe percorre os municípios promovendo encontros e capacitações. Em Lages, mais de 600 profissionais, entre agentes comunitários, médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de saúde bucal e auxiliar de saúde bucal, serão abrangidos pelo aperfeiçoamento, que acontece em dias alternados, no Parque Órion.

“Quando morre uma criança, morre também o amor de alguém. Não devemos tratar a morte de um bebê apenas como um número, porque ele faz parte do sonho e do planejamento de um casal e de uma família”. Com o propósito de reflexão e humanização do atendimento, a coordenadora da Rede Cegonha, Daniela Rosa de Oliveira, apresentou as informações e os dados atualizados ao grupo desta quarta-feira (6 de Junho). O vice-prefeito Juliano Polese e a secretária de Saúde Odila Waldrich, acompanharam as discussões. Desde 2006, a região que chegou a ter 27 óbitos por mil nascimentos, vem conseguindo reduzir os índices e no ano passado chegou a 11 por mil, embora a média dos últimos anos ainda seja em torno de 15 mortes por mil nascimentos.

“Não tenho dúvida que a redução dos índices de mortalidade na nossa região é resultado do trabalho que está sendo feito. Por exemplo, muita gente não sabe o quanto a saúde bucal interfere na gestação e a importância do diagnóstico das doenças, como a sífilis congênita, por exemplo,”, destacou o dentista Massud A. H. Bowdi. Além de discutir, os profissionais também são chamados a reflexão através da dramatização de situações vividas no cotidiano. “Cada grupo recebe um tema e deve interpretar, através do improviso, aquele problema proposto. É uma troca de experiência e de grande aprendizado”, explica Daniela.

Trabalho reconhecido nacionalmente

A Rede Cegonha Serra Catarinense é uma das finalistas do prêmio Laboratório de Inovação em Educação na Saúde, lançado pelo Ministério da Saúde, que tem como objetivo mapear e potencializar as melhores práticas de Educação Permanente em Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Departamento de Gestão na Educação na Saúde da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação (DEGES/SGTES) e da Opas.



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