Secretaria da Saúde presta atendimento a motoristas há dias longe de casa em paralisação na BR-116


“É essencial que estejamos aqui enquanto ação de solidariedade. É nossa obrigação, como agentes públicos, prezar pela prevenção de problemas de saúde”, - Odila Waldrich.

Por ASCOM PML,
Lages/SC

📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML

Profissionais de enfermagem da Secretaria Municipal da Saúde dedicaram seu tempo voluntariamente pela manhã e tarde deste sábado (26 de maio) para dar assistência aos condutores de caminhões que aderiram à paralisação nacional, e estão estacionados no pátio do posto de combustíveis Leo Ampessan e da oficina multimarca de caminhões em lados opostos à rodovia Régis Bittencourt, a 116, próximo ao trevo de acesso a São José do Cerrito. Estima-se que mais de 500 caminhoneiros de diversas partes do país, como Belém (PA), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC), estão estacionados em ambos os pátios, utilizando-se de faixas com palavras de ordem e reivindicações, além de receberem apoio de grupos de vans, táxis e ciclistas.

Foram oferecidos, por profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros Coral, Universitário e Promorar, aferição de pressão arterial e de glicemia para aqueles motoristas portadores de diabetes, e aplicação de curativos. Uma ambulância da Secretaria também fez parte da estrutura disponível aos motoristas. “Eles estão aqui direto, expostos às baixas temperaturas que ocasionam resfriados e gripes, e suscetíveis ao estresse, interferindo na elevação da pressão arterial, entre outros transtornos. Estão sujeitos a acidentes, queimaduras por causa do fogo que fazem para preparar os alimentos, e a quedas ao subir e descer dos veículos. Prestamos, inclusive, orientações sobre a administração correta de medicamentos para se ter o efeito adequado, mesmo eles estando em condição diferenciada nestes dias”, comenta a gestora da UBS do Coral, enfermeira Ivanise de Oliveira Goulart, mencionando a nítida organização do grupo e lembra ser esta a primeira vez que participa de uma mobilização popular desta modalidade. A secretária da Saúde, Odila Waldrich, e a diretora de Atenção Básica, Francine Formiga, estiveram no local verificando o andamento dos serviços. “É essencial que estejamos aqui enquanto ação de solidariedade. É nossa obrigação, como agentes públicos, prezar pela prevenção de problemas de saúde”, reitera Odila.

Lageano entre 500

Caminhoneiro há 39 anos, Jorge Flores de Oliveira está passando por uma situação inédita em toda sua trajetória profissional: Uma grande paralisação na sua categoria. Entre as reivindicações dos caminhoneiros, parados em vários pontos do país há seis dias, está a diminuição do valor do litro do óleo diesel e da carga de impostos sobre o produto. A paralisação tomou conta do Brasil e provoca desabastecimentos.

Aos 56 anos de idade, Jorge, que mora no bairro Várzea, em Lages, e transporta cargas fracionadas de Lages a São Paulo, com duas viagens por semana, juntou-se a centenas de colegas de carreira e não arreda o pé do local, apoiando mobilizações como a da Saúde. “Estou aqui desde segunda de manhã. O que está acontecendo aqui é histórico. A ajuda das moças da Saúde é excelente. Só temos a agradecer porque a gente está num momento delicado e de estresse. Precisamos cuidar da saúde, sim, para continuar lutando por nossas causas fortes e sadios”, observa o motorista.

Fora da sua rotina de costume, Jorge diz que viu a esposa e a neta somente duas vezes nesta semana. Sua filha estava acompanhando a movimentação às margens da 116 junto ao pai neste sábado. “Aqui eu pernoito, faço minhas refeições. É frio, mas eu trouxe agasalho mais que suficiente. Vou em casa tomar banho, mas não é todo dia que dá.” Os caminhoneiros recebem doações de fardos de água, leite, carnes, pães, arroz, feijão, açúcar, sal, café, frutas, marmitas para distribuição em outros pontos de paralisação, como o posto Palmeira, e até carvão e lenha. Os suprimentos, além de manter o dia a dia dos protestantes, tem uma parcela enviada a asilos e outras entidades. Banheiros estão liberados no posto e na oficina. No local de concentração estão montadas estruturas de lavanderia e barbearia. No mesmo local, um motorhome serve de apoio.



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