Figueirense quebra a invencibilidade da Chape em casa e conquista o 18º título catarinense

Com um gol em cada tempo, Figueirense vence fora de casa e amplia hegemonia estadual; Chape perde os 100% em casa e perde a chance de conquistar o tricampeonato.

Por GLOBOESPORTE.COM,
Chapecó/SC

📷 Tarla Wolski / Futura Press

Em jogo único da final do Campeonato Catarinense, o Figueirense foi superior e venceu a Chapecoense por 2 a 0, na Arena Condá, em Chapecó. O placar garantiu o 18º título estadual para o Furacão. O placar foi construído com um gol em cada tempo. No primeiro, Ferrareis acertou um belo chute de longe, contou com a falha de Jandrei e abriu o marcador. Na segunda etapa, Maikon Leite fechou o placar, já no fim da partida. Festa alvinegra na casa do Verdão do Oeste. 

Que tiro foi esse?

Ferrareis abriu o marcador na Arena Condá com uma pintura. Aos 13 minutos do segundo tempo, o meia arriscou um chute de (muito) longe e ainda contou com falha de Jandrei para fazer a rede balançar. Na saída para o intervalo, o camisa 17 falou que sabia que o goleiro da Chape joga adiantado.

Aposta no ritmo

De um lado, a experiência e um período no departamento médico. Do outro, a juventude e o ritmo de jogo. Se muitos imaginavam um Figueirense com João Paulo e Maikon Leite, Milton Cruz escolheu Renan Mota e Gustavo Ferrareis para iniciar a final. A opção deu resultado logo aos 13, quando Ferrareis abriu o placar em um belo chute de longe, que contou com o vacilo do goleiro Jandrei. A dupla que começou a partida teve boa atuação e deixou o gramado no segundo tempo.

Opção que não deu certo

Acostumado a montar o time com três volantes com maior poder de marcação, Kleina optou por usar Luiz Antonio para melhorar o setor de criação verde e branco. O gol colocou o sistema por água abaixo. O time se desestabilizou e não conseguiu assustar na primeira etapa. O técnico fez duas mudanças no intervalo, saíram Luiz Antonio e Eduardo.

Fim dos 100%

A Chapecoense chegou à decisão com a marca de 100% de aproveitamento na Arena Condá, em nove jogos do Campeonato Catarinense. Quis o destino, que a primeira derrota viesse justamente na partida final. 

Vacilo na hora errada

Destaque da Chapecoense durante a primeira fase do Campeonato Catarinense, Jandrei errou no momento em que não podia. A peça que foi importante para garantir o primeiro lugar na classificação, vacilou em chute de longe de Gustavo Ferrareis, aos 13 do primeiro tempo. O goleiro estava mal posicionado e se perde na curva da finalização do meia do Figueirense. Quando percebe, Jandrei não consegue voltar a tempo de fazer a defesa.

Decisivo na meta

Se de um lado Jandrei falhou, do outro Denis foi decisivo quando acionado. No primeiro tempo defendeu belo chute de Bruno Pacheco. No segundo, salvou finalização de Apodi. Quando não alcançou a bola, contou com o travessão, em cobrança de falta de Canteros.

Graças ao DM

Foram três semanas de recuperação no departamento médico após uma lesão no tornozelo. Ponto de equilíbrio no Figueirense, Betinho foi a escolha de Milton mesmo depois do período de inatividade. O volante trouxe a dinâmica ao meio-campo, com boa saída de bola e marcação encaixada. Chegou em janeiro como um desconhecido, termina o Catarinense campeão e titular indiscutível.

Nada de VAR

A grande novidade da final do estadual foi o árbitro de vídeo (VAR). Com custos divididos entre os clubes e a Federação Catarinense de Futebol, foi montado um aparato na Arena Condá, mas o recurso não foi acionado pelo árbitro Bráulio da Silva Machado nenhuma vez nos 90 minutos da decisão.

Segue a temporada

Com o fim do Campeonato Catarinense, Chapecoense e Figueirense miram as atenções para o Brasileiro. Na próxima sexta-feira, o Alvinegro estreia na Série B diante do Juventude. A partida será no estádio Orlando Scarpelli, às 21h30. No domingo, é a vez do Verdão enfrentar o Atlético-PR na primeira rodada da Série A. O jogo às 19h, na Arena da Baixada.

Ficha técnica
Chapecoense 0x2 Figueirense
Jandrei
Denis
Eduardo (Apodi)
Diego Renan
Douglas
Nogueira
Rafael Thyere
Eduardo Bauermann
Bruno Pacheco
Guilherme Lazaroni
Amaral
Zé Antônio
Márcio Araújo
Betinho (Pereira)
Luiz Antonio (Vinícius)
Renan Mota (João Lucas)
Canteros
Gustavo Ferrareis (Maikon Leite)
Guilherme (Arthur)
Jorge Henrique
Wellington Paulista
André Luis
Técnico: Gilson Kleina
Técnico: Milton Cruz





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