Carnaval no Rio: 2ª noite mostra desfiles luxuosos e Beija-Flor faz dura crítica social

Segunda noite contou com desfiles das escolas: Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha do Governador, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor

Por LD,
Lages/SC

📷 2º dia contou com seis escolas no sambódromo da Sapucaí. (Fotos: Fabio Motta, Wilton Júnior / Marcos Arcoverde / Estadão)

A noite de segunda-feira (12) e madrugada de terça-feira (13) foi de temas polêmicos e também suavidade através da homenagem a Miguel Falabella e destaque a Viviane Araújo, representando as cores da vermelho e branco do Acadêmicos do Salgueiro. Foi assim a segunda noite de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Seis escolas encerraram o carnaval deste ano: Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha do Governador, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor de Nilópolis. Confira a seguir, como foi cada desfile

Unidos da Tijuca com enredo sobre Miguel Falabella

📷 Bateria de Caco Antibes foi um dos destaques da homenagem da Unidos da Tijuca a Miguel Falabella. (Foto: Wilton Júnior / Estadão)

A Unidos da Tijuca veio para o sambódromo e trouxe toda a história de um dos principais nomes da dramaturgia e do humor brasileiro, Miguel Falabella foi homenageado e desfilou pelas cores azul e amarelo na noite de ontem, segunda-feira (12). Com um animado samba, a escola quer deixar “as lágrimas de outrora” – uma alusão ao carnaval do ano passado, onde um carro da escola desabou na avenida, ferindo doze pessoas. Devido ao fato, a escola terminou em penúltimo lugar, sendo que desde 2010 já havia ganhado três vezes. Ou seja, a escola quer retornar ao topo no carnaval deste ano.

O grande destaque do desfile foi as fantasias, principalmente na bateria da escola onde os integrantes estavam fantasiados de Caco Antibes, personagem de Falabella no sitcom “Sai de Baixo” e com Marisa Orth de Magda na frente, ao lado da rainha da bateria, a atriz Juliana Alves.

Portela fala sobre os judeus

📷 Portela fala sobre os judeus que ajudaram a fundar a futura cidade de Nova York. (Foto: Marcos Arcoverde / Estadão)

Sob a responsabilidade de defender o título, a Portela veio para a Sapucaí com um desfile aliando luxo e didatismo para trazer para o sambódromo a história de um grupo de judeus que acabaram sendo expulsos de Portugal, vieram para Recife onde acabaram sendo expulsos novamente e fugindo para a América do Norte ajudaram a fundar a futura cidade de Nova York. O enredo deste ano foi desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães após a saída de Paulo Barros que foi para a Vila Isabel.

O desfile empolgou e credenciou a Portela a brigar pelo título, embora não tenha sido tanto igual a Mangueira na noite anterior.

União da Ilha fala sobre a culinária brasileira

📷 União falou sobre a culinária brasileira e suas
influências. (Foto: Wilton Júnior / Estadão)
Com um olhar diferenciado para a culinária brasileira e de suas influências europeias, indígenas e africanas, a União da Ilha do Governador foi a terceira escola a entrar na Sapucaí na segunda noite de desfiles.

Com bastante cores e animação, a escola começou a apresentação prestando uma homenagem às cozinheiras na comissão de frente. Na sequência alas vieram simbolizando o milho, o abacaxi, o caju, peixes, o pão de queijo, o açaí e a feijoada. As baianas vieram de banana, e o brinde ao carnaval foi com caipirinha e guaraná.

Salgueiro fala sobre as “senhoras do ventre do mundo”

📷 Salgueiro trouxe a negritude para o sambódromo.
(Foto: Wilton Júnior / Estadão)
Sempre muito forte e candidata ao título, a Salgueiro foi a quarta escola a entrar no sambódromo e trouxe como enredo as “Senhoras do ventre do mundo”, divindades que, segundo as crenças apresentadas, são matriarcas negras que deram origem a toda a humanidade.

Com alas e alegorias caprichadas nas cores da escola: vermelho e branco, o desfile ainda contou com muito dourado também e esculturas africanas. As deusas Ísis, Neith, Hator e Osíris vieram representadas em alas muito animadas, que cantaram com empolgação o samba, cuja letra definiu: “Salgueiro é sinônimo de negritude”.

Imperatriz trás a história do Museu Nacional

📷 Imperatriz falou sobre os 200 anos do Museu Nacional. (Foto: Fabio Motta / Estadão)

Com 200 anos de história, o Museu Nacional foi tema do enredo da Imperatriz Leopoldinense, a penúltima escola a desfilar no Grupo Especial do carnaval carioca. Já era madrugada desta terça-feira, 13.

Com fantasias e alegorias luxuosas e um enredo didático desenvolvido por Cahê Rodrigues, a escola tem chances de voltar no sábado para o desfile das campeãs, que reúne as seis melhores escolas do carnaval carioca.

Beija-Flor usa “Frankenstein” para fazer crítica social

📷 Claudia Raia desfila pela Beija-Flor. (Foto: Fabio Motta / Estadão)

A última escola a desfilar no carnaval 2018 do Grupo Especial, a Beija-Flor de Nilópolis, e trouxe para o sambódromo um enredo cheio de crítica social, repetindo o estilo e a polêmica da primeira noite de desfiles, protagonizada por Mangueira e Paraíso do Tuiuti. O enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu” chamou a atenção por mostrar um paralelo entre as mazelas brasileiras e o romance “Frankenstein”, escrito pela inglesa Mary Shelley (1797-1851) e publicado pela primeira vez há exatos 200 anos.

Ao longo de 36 alas, a escola representou a corrupção, a desigualdade socioeconômica, a violência e as intolerâncias de gênero, racial, religiosa e esportiva. Todas essas características compuseram o cenário “monstruoso” do Brasil.


A Beija-Flor se torna ao lado de Mangueira, Portela e Vila Isabel uma forte candidata ao título deste ano. A aclamação do público já está garantida, foi tão ou mais aplaudida de que a Portela e a Salgueira que desfilaram antes dela na segunda noite.

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