“Será o grande adversário”, diz Merisio sobre disputa entre PSD e PMDB ao governo de SC

Postulante ao governo do Estado, deputado estadual Gelson Merisio avalia o ano de 2017 e prospecta 2018 no cenário da política e diz que a Segurança Pública será sua prioridade.

Por LD com informações de Lívia Andrade,
Florianópolis/SC

📷 Gelson Merisio é um dos pré-candidatos ao Governo de Santa Catarina nas eleições deste ano. (Foto: Divulgação)

Um dos pré-candidatos ao Governo de Santa Catarina nas eleições deste ano, o deputado estadual e presidente do PSD-SC, Gelson Merisio, concedeu uma entrevista para avaliar o ano de 2017 e também prospectar o ano de 2018. Falou sobre a nova aliança que está se desenhando com o PP e PSB, e afirmou que o PMDB será o grande adversário do PSD nessas eleições, repetindo o que aconteceu nas eleições municipais em 2016. O deputado também falou que há espaço para o PSDB numa possível coligação.


Merisio também destacou que uma das suas prioridades – caso eleito -, será a Segurança Pública. Onde o Estado está em um momento de decisão e que ações são necessárias para evitar a perda de controle para o crime organizado, como ocorreu no Rio de Janeiro e que está prestes a acontecer no estado vizinho, o Rio Grande do Sul.

Confira abaixo, a entrevista com o deputado Gelson Merisio
                       
Superados todos os desafios de 2017?

Foi um ano difícil do ponto de vista político e do ponto de vista econômico. Até porque estamos superando agora a maior crise da nossa história. Santa Catarina não é uma ilha. Foi impactada pela crise econômica, mas soube ultrapassar sem atrasar salários e sem comprometer os investimentos que estavam previstos. Tenho certeza que Santa Catarina será o Estado que mais crescerá em 2018, para nos recuperarmos muito rapidamente.

Como foi o ano na Assembleia Legislativa?

Nós tiramos uma espada da cabeça de centenas de milhares de pessoas que não tiveram a cobrança dos pontos da carteira de habilitação no tempo oportuno e agora estavam tendo a carteira suspensa de forma retroativa. Um projeto que apresentei e virou lei agora impede que o Detran-SC possa suspender a CNH de motoristas que acumularam 20 pontos entre 2012 e 2016, e faça isso sim no ano corrente, obrigando-o a ser mais eficiente e transparente. Outro avanço construído no parlamento foi o fim da pensão vitalícia para ex-governadores, em projeto do meu colega deputado Padre Pedro Baldissera. Os tempos são outros. E não há espaços para benefícios que possam parecer privilégios.

Isso foi na economia e no Legislativo. Como fecha o ano catarinense no cenário político?

Para 2018, construímos uma nova aliança tendo o PP e o PSB como grandes aliados, duas legendas que têm uma visão de Santa Catarina mais próxima da nossa, de um Estado enxuto, menor em burocracias, papelada e funções intermediárias, mas muito maior em entrega de serviços públicos para a população. Quando digo serviços, estou falando de policial na rua, médico no posto de saúde e professor na sala de aula. Protagonizaremos um novo momento na política de SC, com postura clara, enxugamento da máquina pública e prioridade absoluta de investimentos em serviços para a população.

Acabou a tríplice aliança? O PMDB será então adversário do PSD em 2018?

Será o grande adversário. E não é o caso de qualquer diferença pessoal. É um entendimento, que vem das bases, de que o tempo da aliança já se exauriu. Nas eleições municipais, o PSD disputou as eleições em 172 municípios. Em 165 o PMDB era o adversário. Eu, por exemplo, sou contra a permanência das secretarias regionais enquanto os peemedebistas têm isso como uma bandeira.

Há espaço para o PSDB?

As portas estão sempre abertas para o PSDB. Respeitamos a candidatura vigorosa do senador Paulo Bauer, mas temos pontes em construção. Queremos estar juntos em 2018. Há que se ter compreensão, no entanto, que o PSDB aguarda definições nacionais, da sua candidatura à presidência.

Como reagirá o partido com a renúncia do governador Raimundo Colombo em abril (para poder disputar uma vaga ao Senado)?

O PSD vai desembarcar do governo junto com Raimundo Colombo. É até uma forma de respeito à postulação legítima do PMDB de ter candidato a governador. Já fizemos isso em 2010, quando deixamos o governo em abril para que o então governador Pavan construísse seu projeto de candidatura. Não seria legítimo participarmos do governo em período eleitoral, e ao mesmo tempo sendo adversários até outubro.

Já definiu uma prioridade pra a candidatura ao governo?

Prioridade absoluta à Segurança Pública. O Estado vive um momento de decisão. Ou a sociedade como um todo toma consciência de que devemos enfrentar o crime organizado com muita força, ou perderemos o controle, como ocorreu no Rio de Janeiro e está para acontecer no Rio Grande do Sul. Aqui no Estado, temos toda a condição de reverter a situação. Primeiro, precisamos reconhecer que estamos, sim, em guerra contra a bandidagem.

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