Lages registra queda de 38% nos casos de violência em 2017

A cidade serrana está entre as mais que mais reduziram o índice em Santa Catarina.

Por CATARINAS COMUNICAÇÃO,
Lages/SC

 
📷 Catarinas Comunicação / Divulgação

Os casos de violência em Lages caíram 38% em 2017 na comparação com 2016. As informações foram registradas pela Agência de Inteligência do 6º Batalhão de Polícia Militar de Lages utilizando como fonte o Sistema Integrado de Segurança Publica (SISP) e o Business Inteligence (BI).

O número de ocorrências protocoladas caiu de 21 em 2016 para 13 em 2017. Na maioria dos casos, os crimes resultaram em morte depois de situações violentas. Nos meses de junho, julho, agosto e setembro não houve nenhum caso na cidade. Foram quase 150 dias sem vítimas. Das 30 cidades mais populosas de Santa Catarina, Lages está entre as que mais diminuíram os crimes violentos.

“Isso foi possível graças à nossa pronta-resposta e à estrutura tecnológica, o que caracteriza a efetividade do atendimento ao cidadão”, destaca o comandante da PM em Lages, tenente-coronel Alfredo Nogueira dos Santos.

Operações em locais vulneráveis e com maior movimento surtem efeito

Uma das estratégias adotadas pela Polícia Militar para reduzir os crimes violentos em 2017 em Lages foi realizar operações estratégicas em locais vulneráveis e com maior movimento.

As barreiras foram implementadas conforme os indicadores de criminalidade de cada região da cidade, promovendo uma maior presença policial nestes pontos, principalmente durante a Operação Mão Forte.

Além disso, em momentos de maior fluxo de veículos e pessoas, foram desenvolvidos trabalhos específicos como a Operação Inverno, realizada na Festa Nacional do Pinhão e no Festival Serra Catarina, além da presença marcante em outros grandes eventos como os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) e o Natal Felicidade.

PM mais próxima da comunidade

Desde meados de 2016, a PM em Lages ampliou a capilaridade policial, estruturando-a por meio de dois programas institucionais: a Rede de Vizinhos e Rede de Segurança Escolar.

“Como o foco das duas redes consiste na política de proximidade, passamos a efetivamente fazer parte do cotidiano da comunidade, virtual e presencialmente, intervindo sempre de maneira antecipada”, ressalta o comandante Alfredo.

Com a Rede de Vizinhos foram organizadas fontes de informação que permitem a antecipação sobre o problema. O comandante diz que na comunidade escolar foram identificados casos de desordem e ilicitudes e que a PM pôde intervir.

“Conseguimos identificar a origem dos desvios de condutas junto à comunidade e proativamente agimos para cessar problemas sociais e de segurança antes de evoluírem”.

O planejamento pautado na tática ‘ação sobre a causa’ está sendo executado de forma gradativa.

“Como estratégia, esta linha de trabalho é destacadamente efetiva, principalmente diante da ostensiva fragilização do sistema criminal”, conclui o tenente-coronel.


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