Nadador olímpico incentiva a molecada na piscina

Eduardo Fischer, de 37 anos, se destaca entre os 185 atletas que competem na modalidade, por seu currículo, que tem como destaque a participação em Jogos Olímpicos.

Por CRISTIANO RIGO DALCIN da FESPORTE,
em Lages/SC

📷 Alessandro Koizumi / Fesporte

C
om a participação de 93 nadadores no masculino e 92 no feminino, as provas de natação do 57º Jogos Aberto de Santa Catarina começaram nesta quarta-feira na piscina com água aquecida do Clube de Caça e Tiro, em Lages. Entre os 185 atletas, um deles chama atenção pelo currículo, que tem como destaque a participação em Jogos Olímpicos: Eduardo Fischer.

Aos 37 anos, o especialista em nado peito e atual recordista da prova nos Jasc recebeu o convite e não teve como dizer não. "Sempre digo que é o meu último Jasc, mas o pessoal da secretaria de esportes pediu e aqui estou", explica o nadador, que atualmente divide os treinos com o trabalho de advogado tributarista e a família na cidade do Norte do Estado.

Recordista da prova dos 100 metros peito com 59seg20, Fischer adianta que não conseguirá bater o recorde com o atual nível de preparação, mas ressalta que sua participação tem um caráter formador, de incentivar a molecada que está começando. "Nos primeiros Jasc, lá em 1994, lembro de nadar na raia ao lado do Xuxa (o medalhista olímpico Fernando Scherer) a prova dos 100 metros borboleta. Se algum moleque tiver a mesma lembrança minha daqui alguns anos, já estará valendo", destaca Fischer, que nadou em Sydney 2000 e  Atenas 2004.

Para o nadador olímpico, os Jogos Abertos podem ter um papel importante na carreira de qualquer nadador, como foi com ele. "Para mim, foi um divisor de águas, principalmente, porque ganhei a primeira medalha em 1995, em Rio do Sul, quando tinha 15 anos, e decidi que queria ser um nadador olímpico. A participação nos Jasc pode ser um trampolim para algo maior", afirma.


Apesar de estar fora do circuito das grandes competições, Fischer continua ligado na natação, agora como coordenador regional sul desta nova fase da Confederação Brasileira de Desportos Aquática (CBDA). De acordo com o nadador, Santa Catarina ainda é um dos estados mais organizados, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais, as "potências" do país em termos de clubes e investimento. "Entre as 27 federações, Santa Catarina está entre as melhores", atesta o nadador, que disputa a prova dos 100 metros peito nesta quinta-feira.

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