Anny de Basse conquista medalha de ouro nos 100m rasos nos Jasc

Atleta de Balneário Camboriú que já havia ganhado a prova em 2015, fez desta vez o tempo de 12s11.

Por CRISTIANO RIGO DALCIN da FESPORTE,
em Lages/SC

📷 Antonio Carlos Mafalda / Fesporte

A
tual campeã brasileira Sub-23 e inspirada na rival, a velocista de Balneário Camboriú, Anny de Basse, 20 anos, garantiu a medalha de ouro dos 100 metros rasos da 57ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC)). A prova que apontou a mulher mais rápida de Santa Catarina foi disputada na tarde desta sexta-feira, 3, na pista de atletismo do Estádio Vidal Ramos Júnior, em Lages.

A vitória consolidou a condição de mulher mais rápida de Santa Catarina, pois Anny já havia vencido a prova nos Jasc de 2015. Porém, o tempo de 12seg11 não foi o melhor resultado da carreira da atleta. "Mas foi um grande resultado, com certeza. Meu tempo no Brasileiro Sub-23 foi melhor, pois a prova foi disputada em pista sintética", explica Anny, que marcou o tempo de 11.81 na competição em Porto Alegre.

Apesar disso, a vitória não deixou de ser um novo impulso na carreira. Anny é portadora de Síndrome de Poland, uma deformidade rara que afeta a região torácica e é caracterizada pelo subdesenvolvimento do músculo peitoral de um lado do corpo e, em alguns casos, provoca a sindactilia, a ausência de dedos nas mãos. A atleta já tentou ser classificada como atleta paraolímpica, mas não há uma classificação funcional para a sua deformidade. Ela é a primeira atleta com deficiência a vencer uma prova do atletismos dos Jasc.

"Eu tenho tempo melhor que a maioria das atletas amputadas e teria chance até de disputar a Rio 2016", conta Anny, que tem apenas o dedo mínimo da mão esquerda, razão pela qual não pode ser considerada como amputada. Diante do potencial e da impossibilidade de competir entre as atletas paraolímpicas, Anny confessa que havia perdido uma pouco da motivação e já não estava conseguindo melhorar os tempos.

Até que recebeu a visita da rival nas pistas e amiga fora delas,Tamiris de Liz, velocista de Joinville, que estava morando em San Diego, na Califórnia. "Depois que ela visitou a gente, consegui correr bem e ganhei o Brasileiro, e agora essa prova", ressalta a bicampeã. 

O curioso é que Tamiris cruzou a linha de chegada logo atrás, na segunda colocação, para levar a medalha de prata. "Eu sabia que tinha poucas chances por não estar na melhor forma e tinha que acertar a largada, o que não acertei, Mas sabia que a Anny estava muito bem, ainda mais que é minha amiga, então fiquei contente por ela", disse Tamiris.

Se a amizade fez a diferença nos Jasc, a superação tem sido uma constante na vida de Anny. A atleta de Balneário Camboriú treina em uma pista de atletismo, sem curva, totalmente adaptada pelo técnico Diogo Gamboa. Para garantir uma melhor dinâmica do movimento de corrida na hora da largada devido ao peitoral maior e a ausência dos dedos da mão esquerda, Anny treina com um peso acoplado a mão esquerda. "Ela supera isso pois é extremamente competitiva", atesta o treinador.


Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages.

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