Lages realiza marcha para prevenção do AVC

Centenas de pessoas participaram da mobilização que aconteceu na manhã desta sexta-feira, em frente à Catedral.

Por ASCOM PML,
em Lages/SC

📷 Keltryn Wendland / ASCOM PML

E
m 2015, logo após uma consulta médica, a professora Rejane, que na época tinha 47 anos de idade, retornava para casa dirigindo o próprio veículo. De repente, após a visão ficar turva, ela perdeu o controle da direção e acabou colidindo o carro. Encaminhada à Emergência do hospital, os médicos identificaram que antes da batida ela havia sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o que causou o comprometimento total do lado esquerdo do corpo. Passados dois anos e três meses, Rejane, que já recuperou quase a totalidade dos movimentos, participou nesta sexta-feira (27 de outubro), da primeira Marcha Contra o AVC em Lages.

A concentração do evento, que aconteceu em frente à Catedral, reuniu centenas de pessoas, entre pacientes, familiares e profissionais que atuam em todos os componentes da Rede de Urgência e Emergência do Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, atualmente, o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade. Para se ter uma ideia, estima-se que ocorra uma morte a cada cinco minutos por causa do AVC, também chamado de derrame cerebral, que é a intererupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro.

Pela relevância da discussão e prevenção do tema, a Marcha foi organizada pela Secretaria de Saúde de Lages e Gerência Regional de Saúde, através da Rede Serra AVC, com apoio do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, Sesc, Uniplac, Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro. O Dia Mundial do AVC é 29 de outubro, próximo domingo.

“Na semana passada, conseguimos a aprovação no Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), para a inclusão da linha de cuidados do AVC no Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. Com isso, Lages também será referência desses atendimentos na região, e o Hospital irá disponibilizar 12 leitos, com uma equipe multidisciplinar. Isso é resultado do empenho da Secretaria de Saúde e da Regional de Saúde, pois agora formamos uma rede de prevenção e cuidados em todo o processo”, destacou o vice-prefeito Juliano Polese, durante a concentração em frente à Catedral.

A banda do 1º Batalhão Ferroviário (BFv) do Exército conduziu a marcha, da saída do largo da Catedral até o Parque Jonas Ramos, o Tanque, onde os participantes interagiram e receberam orientações dos grupos que atuam na Rede Serra AVC. Lori Koech da Silveira acompanhou o filho, Alexandre da Silveira, de 32 anos. Há dois anos e sete meses Alexandre, que é bombeiro militar, ficou tetraplégico após um AVC. “Ele tinha uma rotina saudável. Corria todos os dias e até participava de maratonas, até que aconteceu o acidente vascular cerebral”, relata Lori. Desde então, ele recebe acompanhamento multidisciplinar diariamente, que inclui sessões de fisioterapia, terapia ocupacional, entre outros. O tratamento de Alexandre também inclui idas a Joinville, para a aplicação de toxina butolínica, que auxilia no relaxamento dos músculos e ativação dos movimentos. “Quando a gente se envolve dessa forma, percebe que tem um papel a cumprir junto com outras famílias que também passam por isso”, destaca.

O mesmo sentimento compartilha o policial militar aposentado, José Jaime Oliveira, de 57 anos. Em julho do ano passado Oliveira, que também praticava atividades físicas e realizava exames de rotina com frequência, sofreu um AVC isquêmico. A identificação dos sintomas e o atendimento médico rápido, com aplicação de trombolítico, foram determinantes para evitar qualquer sequela.  “Hoje quero contribuir para a prevenção da doença e a importância de um atendimento rápido. As pessoas precisam ficar atentas aos sinais”, aponta Oliveira, que integra a Rede Serra AVC.


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