Educação enaltece exercícios da leitura e escrita, e premia vencedores da 1ª Olimpíada Lageana de Língua Portuguesa

“Quem compartilha o que sabe muda a vida de quem aprende”.

Por ASCOM PML,
em Lages/SC

📷 Toninho Vieira / ASCOM PML

L
er e escrever para que se abram novas percepções de mundo. Esta foi uma das propostas da 1ª Olimpíada Lageana de Língua Portuguesa, com o tema “Cenários da Serra Catarinense: o que o lugar onde eu moro tem a dizer”, concurso literário que teve seus vencedores conhecidos na tarde desta segunda-feira (30 de outubro) em cerimônia no Teatro Municipal Marajoara, prestigiada por cerca de 500 alunos do sistema municipal de educação, além de gestores e professores. Até então era tudo surpresa aos alunos.

Foram premiados os 1º, 2º e 3º lugares vencedores em cada uma das categorias: Poema, Crônica, Memórias Literárias e Artigo de Opinião. Entre os critérios foram avaliados a criatividade, domínio da gramática e ortografia. Os ganhadores receberam medalhas feitas pela Zanoello, certificados, tabletskits do Projeto Lendo e Relendo e chocolates Brasil Cacau. As escol as cujos alunos foram premiados receberam troféus. Os prêmios foram entregues pela secretária da Educação, Valdirene Vieira; diretora de Ensino, Ivana Michaltchuk; coordenador de Língua Portuguesa, Literatura e Produção Textual do Núcleo de Excelência em Educação Permanente (NEEP) - Núcleo organizador do evento, Carlos Eduardo Canani, e pelo deputado estadual, Gabriel Ribeiro. Foi premiada, ainda, a categoria “Melhor Relato de Prática”, da professora Laís Rodrigues Barros, com a obra “De Volta à Pasárgada”, da Escola Suzana Albino França. Na abertura da solenidade houve as apresentações da Fábrica de Gaiteiros, do Centro Cultural Vidal Ramos; dos músicos nativistas João Gabriel e Mayckon Oliveira, e do grupo de contação de histórias do Serviço Social do Comércio (Sesc). Brindes foram sorteados para a plateia.

Foram avaliados 120 textos selecionados, sendo que aproximadamente dois mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, de 20 escolas municipais, participaram da Olimpíada, com envolvimento de 16 professores. Os finalistas foram avaliados pela comissão formada pelas professoras Evelise Oliveira e Andressa Alana, escritores Maurício César Garcia e Leonardo Cordeiro, músico e produtor cultural Éder Goulart e a coordenadora pedagógica do Lendo e Relendo, Bárbara Zanoni. Nos trâmites de julgamento, os trabalhos foram separados em códigos de identificação, sem que houvesse nomes dos autores ou de escolas, garantindo a lisura e transparência do processo.

Resgatar histórias, estreitar vínculos com a comunidade e aprofundar conhecimentos. Para a secretária da Educação, Valdirene Vieira, o trabalho foi de excelência com o intuito do aprendizado pela criança. “Quando elaboramos estes planos de ação foi com o objetivo de que os alunos aprendam mais, melhor e mais rápido, em especial de forma dinâmica e criativa, pois somente o quadro negro, a sala de aula com as carteiras enfileiradas e o próprio professor não dão conta. Infelizmente temos uma grande defasagem nas áreas da Matemática e da Língua Portuguesa (leitura e produção de textos)”, argumenta a secretária, enfatizando que esta nova dinâmica de trabalho em torno do conhecimento é de fundamental importância. “Não se fala em educação estagnada ou fragmentada, é um conjunto de várias questões unidas por um bem comum: a criança.”

O idealizador da Olimpíada, Carlos Eduardo Canani, explica que todo este processo, em evolução desde o início do ano, “repercutiu em uma aprendizagem altamente significativa para os alunos. Independentemente da premiação, o que fica é a aprendizagem conquistada. Percebemos um envolvimento muito maior com as aulas de Línguas Portuguesa e os gêneros textuais trabalhados.” 

O progresso

No início de 2017 foi constatada a preocupação com os índices de leitura e escrita dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental. A Secretaria da Educação buscou caminho para disseminar estes hábitos através das aulas de Língua Portuguesa. Houve formação de professores, a partir da qual desenvolveram sequenciamentos didáticos nas quatro categorias propostas. Uma primeira seleção de trabalhos foi realizada em sala de aula, após houve a etapa escolar, até se chegar na etapa municipal, a grande final desta segunda-feira.

Leandra de Oliveira Faial, 11 anos, estuda no 6º ano na Escola Lupércio de Oliveira Koeche, bairro Várzea, e apresentou, na Olimpíada, um poema que abordou seu amor a Lages. “Desenvolver esta obra me ajudou a notar que precisamos valorizar mais a nossa cidade, que é muito bonita. A Olimpíada demonstra talentos de alunos que se esforçaram para manifestar um trabalho caprichoso.” Seu colega de escola, Gustavo Muniz, 11 anos, também do 6º ano, levou à Olimpíada a expressão ao seu próprio bairro. “Falo bem do meu bairro, da minha rua. Eu ‘curto’ mais poemas. A Olimpíada mostra que as coisas que estamos fazendo na escola estão fazendo bem para a gente.”

Esta edição servirá como inspiração para a 6ª edição da Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), em 2018, já que em duas edições nacionais anteriores Lages conquistou medalhas em São Paulo, Maceió (AL) e em Brasília (DF) na categoria “Memórias Literárias”. Normalmente, na Nacional são cinco milhões de produções bienalmente.

Vencedores:

Poema -
1º lugar: Mariana Padilha da Silva

Memórias Literárias -
1º lugar: Michele da Silva Oliveira

Crônica -
1º lugar: Gabriel Alves Fontoura  

Artigo de Opinião -

1º lugar: Isabel Sasso de Souza

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