Vigilância Sanitária orienta sobre cuidados após enchentes

Já são 14 dias de chuvas contínuas, com intervalos tênues

Por ASCOM PML,
em Lages/SC

📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML

A
s famílias lageanas que aguardam ansiosamente pela estiagem da chuva para poder retornar as suas casas deverão ter muita atenção máxima e cuidados fundamentais após as inundações. A Secretaria Municipal da Saúde, através da Diretoria de Vigilância em Saúde e da Gerência de Vigilância Ambiental, está divulgando uma Nota Técnica orientando a população sobre os cuidados básicos necessários após o fenômeno que atingiu cerca de sete mil pessoas no município.  


Já são 14 dias de chuvas contínuas, com agravamento a partir de domingo (4).  Até o momento 321 pessoas estão nos nove abrigos ativados em Lages, além das desalojadas em casas de familiares. A situação mais crítica de inundação está no bairro Habitação devido ao transbordamento/represamento do rio Carahá.

A Nota, emitida pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado de Santa Catarina, serve de apoio para todo país nas ocorrências de chuvas torrenciais. “O documento visa à proteção da saúde da população e do meio ambiente”, reitera a gerente de Vigilância Ambiental, Larissa Costa Oliveira. O alerta serve para as ações das Vigilâncias Sanitárias regionais e municipais.

As doenças

As águas das enchentes são consideradas potencialmente poluídas, pois entram em contato direto com esgoto, lixo, produtos químicos e uma série de outras impurezas, desta forma podes transmitir doenças como leptospirose, hepatites A e E, gastroenterites agudas pela ingestão de água ou alimentos contaminados, tétano acidental e febre tifóide, causada pela salmonella typhi, bactéria encontrada nas fezes de animais.

A lama, neste caso, também representa perigo, e o contato dever ser evitado. Se o contato for inevitável as pessoas devem permanecer o menor tempo possível na água ou lama, de preferência usando botas de borracha e luvas, ou sacos plásticos para manusear objetos que tenham sido atingidos pelas águas sujas. Cuidados extremos devem ser tomados em relação a crianças, condicionamento de alimentos e medicamentos, limpeza e desinfecção das casas e de caixas d’água, verificação das estruturas das moradias, verificação de água potável para ingestão e preparo de alimentos, e desligamento de disjuntores (energia elétrica) ao voltar para a residência.

Os animais venenosos e peçonhentos

Com as inundações, animais saem de seus habitats naturais em busca de abrigo nas residências afetadas. A recomendação segue para que se tome cuidado especial com a presença de animais venenosos e peçonhentos (cobras, aranhas, escorpiões) no interior da residência e dentro de mobiliários, calçados etc. Portanto, as pessoas devem utilizar calçados fechados, não colocar a mão desprotegida em buracos; festas, gavetas, sob móveis etc.; verificar roupas e calçados antes de usar; não tocar em animais venenosos ou peçonhentos mesmo que estejam ou pareçam mortos, e em caso de se deparar com pessoas que tenham sofrido acidente com estes tipos de animais, encaminhar o acidentado para socorro medico urgente, tentando identificar o tipo de animal para que se administre o antídoto específico.

Lixo e entulhos

A população atingida deve, ainda, ao voltar às casas depois do evento adverso, remover o lodo, entulhos e o lixo dos quintais, colocando-os em frente às moradias para serem recolhidos pelos serviços de coleta e destino final. Em períodos de enchente, há municípios que sofrem algum tipo de dano no sistema de abastecimento de água, seja na captação, tratamento ou rede de distribuição. Neste caso dever ser garantido que a população tenha acesso à água dentro dos padrões de potabilidade, observando-se a dosagem mínima de cloro residual livre recomendada (0,2 a 5 mg/L) na rede de distribuição ou nas águas provenientes de sistemas alternativos coletivos de abastecimento (poço, nascente, mina).

Educação em Saúde

As equipes das Vigilâncias Sanitárias devem, de acordo com a Nota Técnica em conjunto as demais equipes de Saúde, promover o processo de Educação em Saúde, tanto nos abrigos quanto nas comunidades atingidas, o que deve direcionar os ensinamentos de forma prática e relacionados aos eventos vivenciados. A Educação Sanitária é uma metodologia com objetivo de permitir às pessoas das comunidades afetadas interagir de forma construtiva e participativa em busca da promoção, proeção e recuperação da Saúde.


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