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Valor total de repasses a políticos de SC seria de R$ 20,2 milhões, segundo delatores da Odebrecht

Valor seria na soma dos três períodos eleitorais: 2010, 2012 e 2014.

em Florianópolis/SC

A
lém dos nove políticos de Santa Catarina apontados nas delações da Odebrecht, uma planilha enviada pelos ex-executivos da empreiteira traz o nome de mais quatro catarinenses supostamente envolvidos em repasses via caixa 2. Reunidos, depoimentos e dados encontrados na lista citam 13 políticos do Estado envolvidos em supostas doações da empreiteira. Na soma, entre 2010 e 2014, os catarinenses teriam recebido R$ 20,2 milhões, segundo a Odebrecht.




O que dizem os citados em delação:

Raimundo Colombo (PSD)

Em "nota de esclarecimento" divulgada na tarde desta quinta-feira, o governo do Estado de Santa Catarina afirma que "a versão dos delatores da Odebrecht sobre contribuição para campanha que está sendo noticiada é absurda, carregada de mentiras, ódio e revanchismo". 

Ideli Salvatti (PT)

Procurada pela reportagem, a ex-ministra Ideli Salvatti afirmou que não se encontrou com o delator, e não pediu nem recebeu dinheiro do delator. 

Ana Paula Lima (PT)

"Em relação à citação do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal declaro serenidade e estou à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos. Afirmo que não sou ré e nem investigada em nenhum processo da Lava Jato.Afirmo que as doações à minha campanha eleitoral foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade."

Napoleão Bernardes (PSDB) 

"Nunca me envolvi em nenhuma de minhas eleições com questões relacionadas a doações eleitorais, e eleito prefeito, a primeira relação administrativa que tive com a Odebrecht foi justamente me posicionar em favor da cidade, contrário aos interesses da Odebrecht. Justamente por cumprir minha missão e meu papel que é defender os interesses da cidade."

Jean Kuhlmann (PSD) 

"Recebo com surpresa a informação de que meu nome consta em petição remetida para o 4º TRF, referente às investigações divulgadas pelo Supremo. Jamais tratei de qualquer assunto relacionado a campanhas eleitorais, e sobretudo recursos para campanhas, com empregados e executivos e empresas citadas, tampouco conheço qualquer um deles. Minhas contas eleitorais sempre foram aprovadas e apresentadas dentro do rigor que exige a Justiça Eleitoral, e dentro da transparência pela qual sempre pautei minha trajetória. Confio no bom trabalho da Justiça, e tenho certeza que as investigações irão mostrar a verdade dos fatos. Meu maior interesse é que toda essa situação seja esclarecida, o quanto antes."

Roberto Carlos (PSDB) 

Procurado pela reportagem, Roberto declarou: "No momento só posso afirmar que minha campanha foi feita dentro da legalidade sendo aprovada pela Justiça Eleitoral."

Jaison Cardoso Souza (PSDB)

"Posso dizer que estou surpreso, mas fico à disposição da Justiça para esclarecer qualquer situação."

Gelson Merisio e José Nei Ascari 

Por meio de nota oficial, os deputados Gelson Merisio e José Nei Ascari informaram que "não existem sobre eles quaisquer procedimentos investigativos instaurados, em qualquer esfera do poder judiciário, relativo aos fatos da lava-jato" e que "Em razão do recesso de Páscoa que impossibilita a obtenção dos documentos necessários nesta data, apresentarão no decorrer da próxima semana todos os documentos oficiais que comprovam a inexistência de qualquer procedimento investigativo". 

O que dizem os políticos que aparecem na lista da empreiteira:

Angela Amin (PP)

"O dinheiro que veio para a campanha veio tudo oficial. Não conheço ninguém da Odebrecht. O que foi para o diretório nacional (do partido) veio de maneira oficial".

Edinho Bez (PMDB)

"Nunca tive relacionamento nenhum com isto. Estão generalizando isso aí, meu nome não vai aparecer em nada. Vou desafiar (a comprovar), nunca tive Mercedes na minha vida, meu carro sempre foi simples. Não respondo processo, sou ficha limpa. É possível que quem recebeu, por exemplo o presidente do partido, deve ter colocado alguns nomes para justificar o que pegou. Nunca houve nada disso".

Paulo Bornhausen (PSB)

Em contato com a reportagem, Paulo Bornhausen negou ter recebido valores da Odebrecht em 2010, mas afirmou que preferia se manifestar com mais detalhes apenas após ter acesso ao inquérito.

Tico Lacerda

"Nego, acho engraçado e afirmo: em 2010 minha candidatura era preparatória para disputar para vereador em 2012, o que realizei no PSOL. Qual interesse teria a Odebrecht num candidato desse? Por fim, nunca ocupei cargo eletivo, nem cargo político comissionado algum. Nunca toquei em dinheiro público em minha vida."