CAPS I: apoio para crianças e adolescentes com transtornos psíquicos ou dependentes químicos

O CAPS realiza atendimento dessas crianças, adolescentes (de 0 a 17 anos, 11 meses e 29 dias) e seus familiares.

Por ASCOM PML,
em Lages/SC

📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML

A
notícia de que um adolescente de 15 anos, morador de Lages, tentou o suicídio por causa do jogo Baleia Azul, acendeu um alerta na cidade. A quem os pais devem procurar ou o que fazer ao notarem uma mudança drástica no comportamento do filho? Depressão, isolamento social, agressividade, entre outras alterações, indicam que algo está errado e, por isso, os pais devem buscar o quanto antes o auxílio profissional. Em Lages, a Secretaria de Saúde do Município dispõe de um serviço exclusivo para o atendimento de crianças e adolescentes com graves transtornos psíquicos e dependentes de álcool e outras drogas. O Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS I) realiza o atendimento dessas crianças, adolescentes (de 0 a 17 anos, 11 meses e 29 dias) e seus familiares.


📷 Marcelo Pakinha / ASCOM PML
A psicóloga e gerente de Saúde Mental do Município, Janaína Schlickmann de Souza, explica que o atendimento inicia com o acolhimento e avaliação das queixas da família. A equipe do CAPS I é formada por um psiquiatra, psicóloga, assistente social, técnico de enfermagem, enfermeiro e um artesão. Segundo ela, “dentro do CAPS I os profissionais não podem dar um diagnóstico. Os sintomas serão tratados até que o adolescente chegue à idade adulta. Durante esse período o tratamento também  será estendido às famílias para que todos saibam como lidar com essa criança ou adolescente”.

Logo após o primeiro atendimento já será agendada a avaliação médica e então traçado um plano de ação com o adolescente. Além dos atendimentos individuais, ele também será inserido em grupos para melhorar os sintomas.

O tratamento inclui atividades semanais (em média duas vezes), com grupos de artesanato, cidadania, música, atividades expressivas, habilidades sociais, cuidados em saúde, jogos, acolhimento específico para dependentes químicos e também o grupo para a família. Durante o tratamento, o paciente também recebe duas refeições (almoço e lanche).

“O jogo Baleia Azul trouxe à tona inúmeras preocupações. Por isso é importante que os pais estejam alertas e que, além de observar mudanças no comportamento, mantenham um diálogo aberto com os filhos porque o que é moda desperta a curiosidade dos adolescentes”, orienta a psicóloga. Ela chama a atenção ainda para outras alterações do comportamento, como insônia ou evitar mostrar partes do corpo (pode indicar que ele esteja se mutilando).  Janaína faz ainda outro alerta: “os pais devem saber o que os filhos estão acessando no celular e no computador e estes não devem ter senha. E se tiver, que os pais saibam”. Além do CAPS I, as famílias também podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro e o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que também pode realizar o encaminhamento.

O CAPS I está localizado na rua Aristiliano Ramos, 542, na região central. E o horário de funcionamento é das 8h às 17h, sem fechar para almoço. O telefone é o 3222-4067


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