Polícia

 POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL 
Lages tem o primeiro laboratório de geoprocessamento do Brasil
A estrutura foi inaugurada na sexta-feira, 16, localizada na sede da PMA em uma parceria com a Udesc e Amures.

Foto: Catarinas Comunicação / Divulgação 


Por
CATARINAS COMUNICAÇÃO
em Lages/SC
A Polícia Militar Ambiental de Lages se destaca novamente em nível nacional. Desta vez como sendo a única do Brasil a ter um laboratório de Geoprocessamento de Dados. No local é desenvolvido um sistema de gerenciamento geográfico de ocorrências ambientais. A estrutura, inaugurada na sexta-feira (16), fica localizada na sede da PMA e foi possível graças a uma parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).


A ferramenta tecnológica permitirá a produção de mapas que revelarão tendências como ocorrência de desmatamento, invasão de javalis, pesca e caça e outras atividades desenvolvidas pela PMA. “Será possível planejar melhor as ações, com mais precisão na hora de agir para que ocorra ainda mais preservação do meio ambiente. Nossas ações serão mais preventivas”, destaca o comandante da PMA de Lages, Major Adair Alexandre Pimentel.

Programa do governo do estado, o SC Rural financiou parte do laboratório e o restante foi obtido com recursos das multas dos processos administrativos ambientais que são convertidas em projetos de melhoria ambiental. O custou total chega a cerca de R$500 mil, investidos em equipamentos e pessoas que desenvolvem o sistema. “Hoje, assinamos mais uma destinação de recursos no valor de R$100 mil, que serão aplicados no desenvolvimento de tecnologia tablete, ou seja, o policial vai a campo, gera a informação e automaticamente, via online, alimenta o sistema”.

A implantação destas geotecnologias possibilitará à PMA a adoção de um modelo conceitual único de dados, o compartilhamento de informações, a segurança, a integração, a integridade, o acesso e minimização da redundância de dados. “A implantação deste laboratório veio em um bom momento. É parte de uma estratégia para implantar o geoprocessamento em todas as unidades ambientais do estado”, revela o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Tenente Coronel PM Jorge Luiz Haack.

Projeto de oito anos

O projeto iniciou em 2008, quando a PMA era comandada pelo 1º tenente Frederick Rambusch, hoje major da polícia militar, que junto ao professor doutor do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), Silvio Luís Rafaeli Neto, discutiu como implementar o sistema de gerenciamento geográfico de ocorrências ambientais.

“Percorremos um longo caminho até chegarmos aqui. O laboratório é um projeto de extensão com base científica e visa auxiliar a PMA a melhorar o seu trabalho por meio de dados concisos”, explica o professor autor do projeto.

A parceria com a Amures garantiu, ainda, a obtenção de uma base de dados de mais de 10 anos de georreferenciamento. A iniciativa contou também com a participação Fundação Instituto de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão ( Fiepe/CAV).