Natal e Ano Novo

 NATAL FELICIDADE 
Éder Goulart utiliza roupagem diferenciada para resgatar clássicos do folclore infantil
Oficinas já contemplaram crianças com até sete anos de idade e busca, de forma pedagógica, lúdica e musical, reforçar os laços com a regionalidade.

Foto: Sandro Scheuermann / Prefeitura de Lages


Por
ASSESSORIA DO MUNICÍPIO DE LAGES
em Lages/SC
Domingo é dia de brincar com os filhos no parque, tomar sorvete, passear no shopping, correr atrás das crianças e ouvir músicas nacionalmente conhecidas ao som do estilo gaúcho. Como assim? É isto mesmo que o compositor e intérprete lageano, Éder Goulart, fez. O músico foi uma das atrações do Natal Felicidade na noite deste domingo (4), com a apresentação do espetáculo “Cantilenas e peripécias de criança”, direcionado ao público infantil. Éder tocou e cantou músicas autorais e de domínio público. O lageano tem 38 anos de idade e comemora a bagagem da carreira de 20 anos. “A gente brinca muito com os bichos da região e outros temas que são material que dificilmente chega até as escolas”, pontua o artista. O xote “Mais Pinhões”, disponível na Internet para download; a até então inédita “Menina do Alto da Serra”, composta por Daniel Dante Finardi (Banha) recentemente, numa alusão à fantasia, contando um romance de um índio Bacuri e uma guria do Planalto Serrano, e “Titiri Tatá”, que fala das bruxas da região de Florianópolis, são algumas das cantigas executadas. No total são 12 composições, que diversificarão um CD com previsão de ser lançado em 2017. Outro personagem a ser recordado neste futuro trabalho, já em fase de elaboração, é o Petz, o monstro da floresta, conhecido na região de Blumenau, para quem as crianças prestam contas às vésperas do Natal sobre seu comportamento, para então após fazer seus pedidos ao Papai Noel. A influência indígena também é forte em Santa Catarina e está servindo para as pesquisas fundamentadoras do projeto de Éder Goulart com foco na faixa etária até os sete anos.


O show visto pelo público neste domingo é o resultado de oficinas de cultura regional desenvolvidas em escolas públicas de Lages e Concórdia. Nestes encontros são explorados coordenação motora, desenhos, artes plásticas, potenciais coreográficos e resgate das canções que não são tão mais ouvidas. “Procuramos rebuscar esta parte e realizamos conversas com os professores, pois na maioria dos lugares as músicas folclóricas já não existem mais na grade curricular. E os pais, por falta de acesso, esquecem, atrelado este aspecto à alta carga de novas opções corroboradas pela mídia”, observa Éder Goulart. Por exemplo, em Concórdia, através de desenhos, foi detectado o ponto de vista da figura do trem como o vilão que originou a Guerra do Contestado e este será um fator a ser aprofundado na obra do CD. Entre Lages e Concórdia já foram beneficiadas 500 crianças nas oficinas. “Quanto mais pessoas agraciadas desta forma lúdica, melhor. Futuramente, com a ideia mais amadurecida, poderemos quem sabe formatar jogos e trabalhar nas mídias sociais, de forma que os pequeninos absorvam melhor os objetivos, com a devida orientação pedagógica”, resume Éder.

Tantas mãos voluntárias

O projeto foi idealizado há dois anos e pela segunda vez consecutiva Goulart privilegia a plateia infantil com sua interpretação, numa mistura de temas da Serra, de outras regiões de Santa Catarina e da música regional tradicional brasileira, com resgate do folclore. Consiste em um projeto coletivo, do qual fazem parte músicos, entre eles Daniel Dante Finardi (Banha), também produtor, bem como o envolvimento dos ilustradores tradicionais e digitais e animadores Marcelo Palimok e Diego Pissetti, da Avulpe Oficina Visual, entre outros colaboradores. A iniciativa ainda é composta pelo desejo de se escrever livros de contos e lendas, destacando distintas linguagens para despertar o interesse das crianças em manter este patrimônio cultural.

Conheça melhor

Éder Goulart iniciou sua trajetória artística em atuação com músicos nativistas nos Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) em Lages, passando depois pelo Circo da Cidade. Seu primeiro show foi em 1995 na Expolages, seguido por apresentações na Festa Nacional do Pinhão e nas Sapecadas da Serra e da Canção Nativa. Na discografia dos 25 anos de Sapecada constam 40 músicas de sua autoria, além de celebrar três CDs gravados e quatro coletâneas. Éder trabalha como produtor cultural nos últimos dois anos.


Na Sapecada da Serra ele coleciona cinco títulos, premiado pela abordagem dos temas serranos, na parceria de artistas como Marcio Camargo Costa, Iradi Chaves e Tiarajú de Castro, além de se orgulhar de troféus como Melhor Intérprete por três vezes. A música “Forasteiro”, em 2009, lhe rendeu prêmio como Melhor Intérprete na Sapecada da Serra. A canção foi escrita por um amigo, atualmente diplomata na República da China. Somadas são quase 18 premiações ao longo de festivais.

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