Esportes

 TRAGÉDIA NA COLÔMBIA 
Presidente em exercício revela adesão de 13 mil sócios de fora de Chapecó
Ivan Tozzo diz que aceita ajuda de outros clubes: “Não temos mais 11 jogadores para colocar em campo”.



Por
AMANDA KESTELMANN, DAVID ABRAMVEZT E DIEGO MADRUGA
Em Chapecó/SC
Ivan Tozzo, presidente em exercício da Chapecoense, revelou nesta quarta-feira que de ontem para hoje o clube ganhou a adesão de 13 mil sócios de fora da cidade. 

- Nem nós sabíamos da grandeza do clube. Em 2005 o nosso clube era para fechar, cheio de dívidas. E conseguimos chegar a esse nível. Recebi telefonemas de clubes querendo vir para Chapecó para saber o que fizemos. A dimensão que a gente tem jamais alguém imaginou. De ontem para hoje 13 mil sócios quiseram se associar, todos de fora de Chapecó. Isso demonstra o trabalho que fizemos. Atualmente temos 9 mil sócios pagantes.


Sul-Americana: ideia é dividir o título 

- Eu conversei com o presidente Del Nero (da CBF). Ele disse que vai entrar em contato com o presidente da Conmebol. E a opinião dele é de dividir o título, não de dar o título à Chapecoense. Nomear dois campeões. Eu acho bom, acho que é merecido. Nosso time acabou, o que vamos fazer? Não estamos deixando de jogar.

Último jogo do Brasileirão mantido a pedido do presidente da CBF
- Ainda não pensamos. Conversei com o presidente Del Nero sobre a partida contra o Atlético-MG. Ele disse: "Este jogo tem que acontecer. Tem que ser uma grande festa". Respondi: "Não temos 11 jogadores". Ele disse: "Tem sim. Vocês têm categoria de base, os jogadores que ficaram. Não importa. Tem que fazer uma grande festa. Chapecó e a Chapecoense merecem".

Mudança de ideia de não viajar em cima da hora

- Estou desde 2008 na Chapecoense. Agora que vai precisar mais de mim. Restaram poucas pessoas. Nosso companheiros se foram. Só restaram cadeiras na sala de reunião. Eu estava na relação para ir viajar, mas acabei não indo. Não embarquei porque me deu um pressentimento ruim, não que fosse cair a aeronave. Mas não estava bem comigo mesmo. Falei com o Décio, diretor financeiro, que coordena tudo sobre pagamentos e foi. Nós tínhamos combinado tudo para a viagem. Ficamos num restaurante na Argentina até as 3h da manhã (na semifinal). Mas sábado de manhã eu liguei pra ele e disse que não iria. 

Ajuda de outros clubes

- Se cada clube quiser nos ofertar um jogador seria ótimo. A partir da semana que vem vamos começar os contatos. Ninguém nunca vai estar preparado para organizar tudo depois de um acidente como esse. Estamos fazendo de tudo, pensando em todas as situações. Já começamos a resolver os problemas. Precisamos de apoio de todos os clubes e da CBF para remontar o time. Não temos mais 11 jogadores para colocar em campo.

Ação contra a empresa aérea

Isso é um problema posterior, estamos cuidando da questão humanitária primeiro. Num segundo momento vamos estudar as medidas judiciais cabíveis.

Os motivos da escolha da empresa aérea


- Essa empresa tinha tradição em transportar equipes de futebol. Temos vários exemplos. Seleção boliviana, argentina.... Por isso não tínhamos por que duvidar disso. Fomos a Barranquila com eles. O custo foi em torno de cento e poucos mil dólares. 

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