Rio 2016

 BASQUETE 



Por Denise Mirás, do Rio 2016
(esporte.ld@hotmail.com)

Ginóbili e Nocioni se abraçam na vitória argentina sobre o Brasil (Foto: Getty Images/Elsa)
Dentro de quadra, Brasil e Argentina disputaram até o último segundo os pontos no jogo de basquetebol disputado na Arena Carioca 1, neste sábado (13). Nas arquibancadas, as torcidas também duelaram, mas nos gritos e na comemoração. Ao final das duas prorrogações, os dois lados concordaram em um ponto: foi um jogo fantástico. E a festa foi argentina, com vitória por 111 a 107.

“Incrível esse jogo, único. Não me lembrava de algo assim com as duas seleções, com tantas alternativas, com tanto jogo, tão físico. Foi devastador para o esporte... Bom, por sorte a vitória ficou com a gente”, disse Manu Ginóbili, um dos monstros do esporte mundial nestes Jogos Olímpicos Rio 2016.

Com a vitória, os argentinos garantiram vaga nas quartas de final. O Brasil saiu fazendo contas: além de vencer a Nigéria na segunda-feira (15), dependerá de um tropeço da Espanha (atenção aqui - neste sábado mesmo, contra a Lituânia, ou também na segunda-feira, contra a Argentina).

“Fizemos um grande esforço para chegar até aqui e não vamos deixar de seguir com esse esforço até os últimos minutos. Ainda temos possibilidades”, falou o técnico Rubén Magnano, sobre o que disse a seus atletas.

“Mudamos uma situação tática e viramos a partida quando estávamos dez pontos atrás, no início. Nós nos pusemos no jogo. Nos dois últimos minutos da segunda prorrogação, não tivemos lucidez para trabalhar o resultado. Demos chance à Argentina de voltar ao jogo”, prosseguiu o treinador.

Nesse clássico da tarde, a Argentina contava com jogadores como Ginóbili, 39 anos, Scola e Nocioni, os dois com 36, ainda remanescentes da seleção que foi campeã Olímpica em Atenas  2004 – justamente com Magnano, hoje no comando do Brasil, que também conta com jogadores muito experientes nestes Jogos Olímpicos, como Nenê, Alex, Leandrinho, Marcelinho Huertas e Guilherme Giovannoni.

Se Alex considerou que o próprio Brasil, com erros de falta de atenção, causou a situação que favoreceu os argentinos, Nenê resumiu: “Foram duas grandes equipes, duas gerações que deram o sangue, o seu melhor. Mas o jogo só pode ter um ganhador.”

O fator Nocioni

Desde o início da partida se podia avaliar a força da torcida visitante, com uma verdadeira invasão nas arquibancadase mistura de camisas, com o verde-amrelo brasileiro. No início, com vantagem larga no placar, o “caldeirão” foi argentino.

O Brasil reagiu, tirou a vantagem, passou à frente com marcação individual acirrada e trabalho focado nos arremessos de média e longa distância, com rebote defensivo atento. Os argentinos passaram a errar – e lamentaram muito isso, nas entrevistas.


Mas, se erravam, também contavam com uma atuação incrível de Andreas Nocioni. A partida se igualou, ficou cada vez mais tensa, foi a duas prorrogações, mas o desequilíbrio brasileiro nos dois minutos finais – do lado argentino, graças a Nocioni – garantiu a festa azul e branca na Carioca 1.

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