Rio 2016

 NO MARACANÃZINHO 



Por André Naddeo e Denise Mirás, do Rio 2016
(esporte.ld@hotmail.com)

Brasileiros partem para o tradicional peixinho, marca registrada nas vitórias da seleção brasileira (Foto: Getty Images/Tom Pennington)
Uma campanha de recuperação para uma final impecável em quadra – com direito a Maracanãzinho em transe, muita festa e presenças ilustres. O Brasil conquistou neste domingo (21) o tricampeonato Olímpico no voleibol masculino, ao bater a Itália por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 26/24) e entrou para o seleto hall de equipes com três medalhas de ouro, igualando os feitos de Estados Unidos e da extinta União Soviética. A Federação da Rússia tem um título. 

De quebra, a equipe do técnico Bernardinho ajudou o Brasil a ter o seu melhor desempenho Olímpico da história, com sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze, ocupando a inédita 13ª posição no quadro geral de medalhas da Rio 2016.

"O time mereceu o ouro por tudo o que passou e pelo tanto que lutou. Para mim, foi a maior conquista possível. Acho que amadureci muito de Londres para cá e agora é comemorar muito", disse o oposto Wallace, maior pontuador da final, com 20 pontos.

O atacante destacou o papel do líbero Serginho, de 40 anos, único remanscente do elenco campeão em Atenas 2004, na motivação da equipe.
"Ele falou algo que foi fundamental para nós. Disse que teríamos outra chance, mas ele não", revelou.

Na reedição da final dos Jogos de Atenas 2004, Brasil e Itália entraram em quadra desconcentrados. Nos dez primeiros pontos disputados, dois erros de saque brasileiro, e um italiano. Falhas na recepção, com Lipe e Serginho, fizeram com que a Azzurra do voleibol escapasse à frente no placar num primeiro momento (10/7). Um verdadeiro rali finalizado por Lucarelli, no entanto, deu o banho de água fria nas pretensões italianas e o Brasil começou sua reação. 

O time de Bernardinho se encaixou em quadra, marcando o grandalhão Zaytsev e variando as bolas com Wallace, sempre ele. O serviço, enfim, entrou – dois aces, um com Lipe e outro com Lucarelli – e devolveu a segurança ao Brasil, que conseguiu fechar o primeiro set com razoável segurança no marcador: 25/22. Faltavam mais dois sets rumo ao tricampeonato Olímpico. 

A tática de forçar o saque, importante no desenvolvimento do Brasil rumo à final, voltou a falhar no início do segundo set. Tanto que o placar em 9 a 7 à favor dos italianos teve simplesmente quatro pontos por erros seguidos de saque da seleção brasileira. Juantorena explorava bem as bolas de ponta para os italianos e a partida ficou parelha, disputada ponto a ponto. Lipe era o destaque nas bolas de segurança, enquanto Zaytsev era o grande destaque italiano e referência do time. 

Quando o equilíbrio rege os padrões do jogo, a velha máxima é a de que detalhes resolverão para um lado ou para o outro. Foi para o nosso: Wallace, primeiro, montou uma parede diante de Zaytsev. Na sequência, Maurício sacou para o erro de Buti, e o Brasil fechou o disputado set em 28/26. Faltava um último passo para a volta ao lugar mais alto do pódio.

E a história seguiu o mesmo roteiro, com muito equilíbrio sem ninguém escapar no placar. Quando a Itália tentou escapar, Juantorena tocou na rede num ataque de Wallace. Bernardinho desafiou e as câmeras mostraram o óbvio e a arbitragem reverteu o ponto. O público vaiou os italianos e o time se desconcentrou, com dois erros de recepção seguidos. Era o momento que o Brasil precisava para conseguir a vantagem e não desperdiçar: Wallace sacou na bola de segurança, e Lucão fez o ponto de ouro. Mais do que merecido. "É campeão" foi o grito geral.

"Foi um jogo muito tenso, principalmente no começo. Termos seguindo forçando o saque, como fizemos contra os russos na semifinal, foi fundamental. O time se mostrou muito persistente e resiliente nos momentos de dificuldade e isso fez a diferença", disse o levantador Bruno, capitão brasileiro.

Seleção Olímpica

O Brasil ainda teve quatro dos sete escolhidos para a seleção dos Jogos Olímpicos: o levantador Bruno, o oposto Wallace, o ponteiro Lucarelli e o líbero Serginho. O ponteiro americano Aaron Russell e os centrais Emanuele Birarelli, da Itália, e Artem Volvich, da Rússia, foram os outros selecionados.


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